segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Parcial, mas só em parte incerta

Acontece que há quem ache incrivelmente deplorável, a amaldiçoada existência de pessoas que, não só mulheres, como também homens, e quem sabe coreanos, usem alicerces tão infalíveis para desculpar uma verdade inconveniente; sim, uma raça está prestes a extinguir-se, e não falo nem de mulheres, nem de homens, e muito menos de coreanos, portanto, deixo aqui um lancinante apelo para os verdadeiros escravizados: as mulheres castradoras de homens; as mulheres que fazem vestidos (nem que valessem uma galha, iam ser sempre vestidos, feitos com uma rupugnante má vontade e desespero; tenham dó) dos cortinados lá de casa; os intelectuais que usam sandálias, evitam banhos e só escutam (escutam, nao ouvem, porque ouvir é para revolucionários) Skip James, Donna Summer ou Yann Tiersen; as viúvas/esponjas sujadoras conspurcadas, vingadoras de uma inconformidade mestiça e/mas intangível perante a vida (ou neste caso, a morte); e como não pudesse deixar de o ser, ao seu mais alto nível, e porque somos (sim, eu e eu somos um, mas ninguém sabe. Quem me dera que não soubessem) um blog intelectual administrado com as mais conceituadas e bem preparadas lérias de sempre, é com gosto que, eu (mas só eu) Ana Pedro para os amigos, de Amorim Pereira Marinho Lebre para os outros, vos peço e rogo: nunca deixem para trás os mais desfavorecidos, porque lá por terem a mais ou menos, continuam a favorecer-nos (pelo menos a mim) nítida e distintamente do pressuposto de que somos todos iguais. Mas como continuo convicta que isso deve ter sido decretado por um borrifador de plástico ou por alguém possuidor da dita paralisia do mental, fica sem o efeito e segue-se o belíssimo exemplo de que a exclusividade é parcial, e só por si, incerta.

Como sou do contra, boas entradas e saúde!

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