sábado, 22 de março de 2008

Encantada e agradecida, Maria Teresa

Onésima
tu vais-te deixar bem cedo,
vens-te da maneira como te arranjas
fino salto, rubro carnal
em desatino com o teu cabelo,
fresco, tão difícil de rasgar,
enquanto que, os ditames da tua pele
de cobra, mixórdia de alperce,
vão despindo estórias de uma mulher nua
feita menina, que se perdeu debaixo das saias.

Inteiramente, obrigado.

5 comentários:

Ana Odisseus Pedrus disse...

raios parta

Anónimo disse...

O encanto, dona Ana, vem todo desse lado. E o agradecimento, deste. É uma honra.

(E as minhas sinapses, às vezes, são cor de Ana (; ...)

Ana Odisseus Pedrus disse...

borrei as cores.

Gonçalo Pacheco disse...

enfim... tamos com um léxico que acompanha as mais importantes tendências da literatura portuguesa!


Tentei mas naaa

Ana Odisseus Pedrus disse...

sim gonçalo, eu própria, e digo: mesmo boa ;)