A primeira pele é sempre o último alvo de discriminação dos intelectuais; a segunda está aliada a um gosto evidentemente decorativo, baseado numa perfeita autarcia imaginativa, tanto da parte dos intelectuais como dos burros (claro, o burro rapidamente se contenta com uma concha bivalve que lhe sirva de toilet para o pénis, que não mostra, por sentido de respeito; já o intelectual, opta por usar e ousar com um pénis chavasco em público, a dita veste típica de um génio perene).
O que nos permite regressar à primeira pele é precisamente a segunda: o dito olhar «transautónomo» de um mundo que não o das nossas peles a partir do momento em que adquirimos a consciência autónoma do mesmo - partir-se de um dedo do pé (ou outro qualquer bicharoco desta envergadura) percorrendo toda a natureza ambiente, servindo-se da segunda pele como passaporte social exclusivo, e, voltar à posição inicial, o dedo do pé.
É a harmonia universal - intelectuais na sua sumptuosidade mais formal e os burros a linha recta rumo à perda da humanidade. Não há nada que enganar.
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