
R: 5´ 3´
E a vida que existiu nunca mais foi a mesma. Perdeu-se com a experiência todo o contingente charme da revolta da descoberta e das teorias de mesinha-de-cabeceira das manhãs de Domingo. O homem foi acudindo a Deus como podia (sextas-feiras e feriados) e, o Deus que ergueu novos homens velhos e aforrou os velhos homens novos em fados e tudo, deixou de pertencer à sublime e quotidiana gama de objecto do saber; A relação do homem com Deus tornou a ciência mais próxima da sua origem: a íntima funcionalidade entre as formas do género humano e a forma como as nossas inclinações monásticas respondem ao corpo.
Mas muito mais sério do que qualquer outra obra por Ele maravilhada, o gesto científico ergueu um espaço na fraqueza humana, e agora, quando nos olhamos ao espelho, fechamos os olhos e tentamos acreditar (pelo menos) durante uns avulsos segundos ou mesmo trinta anos depois que, as linhas zelosas da vida não vão morrer à luz do medo, apenas à sombra da ciência e da invariável esperança de que, se acreditamos n'Ele e na velhice, então é porque deixámos de ser considerados humanos. Os que não abandonaram Deus, continuam admirados por não estarem mortos. Os outros, também se vão admirando, caso contrário, nunca a tradução estaria inscrita nos tristes, nos bons e nos maus genes.
Talvez estes senhores não estivessem tão certos quanto isso, talvez estivessem de todo confortáveis com a ciência em que acreditaram e daí talvez ocorra alguma explicação maneirinha para o pescoço, obviamente, deficientemente processado de Crick em contrapeso com a falta de maneiras de Watson.
5' 3', o essencial para todos, creio.

2 comentários:
Ana Pedro Lebre? Becas? WTF? és tu que escreves isto? como que raios é que eu vim aqui parar não sei mas fiquei boquiaberto
André F.
que rego do ass!!!!!!
estás desculpado ;)
Enviar um comentário