domingo, 27 de dezembro de 2009

So, she lives?

Não preciso que fales de mim quando não estou e sabes que não posso voltar.
Desculpa, não podes julgar-me por não ser como tu, e estar o dia todo, ou pelo menos 5 minutos do dia, à espera que aqui esteja, para falarmos. Da última vez sobre os vicios que nem conheces, de há um mês: de tudo menos de nós. E a trani nunca foi tão intensa como da última e primeira (Repara, se tivesse escrito ao contrário não teria sido a mesma coisa. Não se prende uma palavra à outra por conveniência ou carência)vez que a ouvimos.
Não é que não pense nisto todos os dias. Mas à noite, quando vens e ficas à espera, eu falto porque, remota hipotese, poderás ir encontrar-te comigo lá no sitio onde fico: o chão é duro e sei o quão peco por adormecer sobre o nietzsche, mas é tudo uma questão de tempo.Tu nunca vens para viver (sonhar ou qualquer outro gelado que não comemos mas sabemos que é apenas um pouco do doce que caíria tão bem)no mesmo tempo que eu. Eu sei que queres. Mas não podes porque isso implicaria mais do que estares por aqui como se Deus já soubesse que o amanhã não viria buscar-nos para mais um momento de amor genuíno. Mas quando adormecemos, é quando sei que queres vir ao meu encontro. Nem preciso de saber onde te leva a cabeça, porque sei que não a tens no sítio. Que fará um homem perante tanta discriminação da minha parte? Os outros, talvez aceitem isto como um engano. Coitada, só se está a sujeitar a uma realidade a que afinal pertence. Admite-a, e explora-a porque sabe que está dentro desse universo. Tu, sei que nunca lerás, mas saberás melhor do que se o lesses, que só estou a tentar perceber porque é a noite nos muda tanto. E no fim de mais uma batalha que não pertence a nenhuma guerra, acabo sempre onde pertenço: do outro lado do corpo, onde o amor roça. Percebes? Foi o tempo que dei até ter aqui chegado. Eu dou-te tempo para que esqueças mais uma falta minha, e continuo a lamentar-me - na melhor da encenações, até perderei o sono - por saber que o vou repetir. Deixa-me que te diga numa derradeira tentativa: É só porque ando a descobrir que sou vazia, e isto não me ajuda em nada. Mais uma vez foste e dizes que não voltas para falarmos, e amanhã cá estaremos. Tu dizes, mas eu fico a pensar na maneira como as canções de amor arruínam a nossa vida.
Até amanhã

1 comentário:

Gabriela Lacerda disse...

uma verdadeira carta de amor.
Não desistas...mesmo que o chão sejo muito duro e frio.
Beijinhos gigantes@