E disse-lhe, francamente, não é possível que te tenhas tornado assim, tão poeta e tão malandro.
É que desde tenra idade que ele tinha em boa conta a forma como as gentes abordavam o trabalho do Poeta - O Poeta (um qualquer), herói de tantos casais com problemas na máquina de lavar loiça e aversão a jantares de família, também herói do rapaz de então e agora) - e pensei, pelo menos, que lhe tivesse facilitado o entendimento relativamente ao assunto quando lhe expliquei a abençoada natureza variável da expressão «tira o cavalinho da chuva», e portanto, nos dias de hoje comprovo que não. Francamente. É que é Poeta e malandro e quando não alcança algo, imagine-se lá a quem recorre? (e ao penso higiénico é que nao é, com certeza) Exacto, ao «tiro o cavalinho da chuva se eu quiser».
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1 comentário:
Eu gosto tanto de ler estes teus textos. O meu cavalinho foi-se à chuva.
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