terça-feira, 19 de agosto de 2008

I'm gonna miss 'em so much

Nunca escrevi um livro. Nunca escreverei um livro. E se algum dia lesse um livro que por mim não fosse escrito, não perderia o que ganhei em ter sido também fantasia em A invenção de Morel.
Saído da sombra, Casares traduz-nos a sua invenção na linguagem que Morel entenderia como delírios do racional. E com grande mestria o fez esse dito da foto, ao intuir a insustentabilidade da ilusão, a alusões reais, da pré-agónica condição humana, provando que a única prisão que detecta o amor em vida, é aquela que o Homem inventa para imortalizar tudo o que tem forma exterior. E num ímpeto inesperado, a realidade impõe ao homem todas as formas que o amor tem e não tem: imagens de fantasmas em corpos ociosos, que não principiam nem acabam.
E um homem sabe quando morre. Se abandonada a insustentável leveza da ilusão, o homem desperta aquilo que os fantasmas não podem calar, é feliz, e nesse momento, morre.

3 comentários:

Artur Corvelo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Odisseus Pedrus disse...

quem diz é quem é

Unknown disse...

Pensadora também!